Definha a luz pelo sol que se põe
Bate dentro dele a vida em tormento
Que na luz dormente se contrapõe
Dança neutra de gozo e desalento
Dança com cheiro de mar e de terra
Nos recantos do frio contentamento
Revoltas perdidas por vale e serra
Esperanças vãs jogadas ao vento
Fica-lhe a memória crendo-se intacta
Saudosa do que sabe ter perdido
Esvai descalço na neve compacta
Segue agora de si meio despido
Ante a dor da sua alma putrefacta
Segue só o homem desaparecido






