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Coisas há que a escola nunca ensinará

villain / vilão

Nem deve.


Contava-me um amigo que quando um caçador incapacita uma presa e um segundo caçador a mata, este entrega a presa ao que primeiro disparou, recebendo dele um cartucho. Este acto de cortesia um de muitos do código de conduta da caça, não poderá nunca ser ensinado na escola. Em primeiro lugar, por razoes óbvias. Embora para alguns fosse motivo de gáudio, o manejo e emprego de armas de fogo em recinto escolar, tal medida faria torcer o nariz, o bigode e demais pêlos, a muitos pais e educadores. Em segundo lugar, porque estas coisas são para passar de pai para filho, de avô para neto. São aprendizagens pelo exemplo, em que palavra alguma é trocada, explicação alguma é fornecida, onde a razão do costume é cabalmente explicada pelo bom senso, pela educação e pelo respeito pelos outros.

Desprezo a caça desportiva, mas vejo neste e noutros preceitos que a cultura de contratualização de serviços esqueceu, importantes alertas: entregar à escola a educação dos nossos filhos é, ao não lhes transmitir que há regras e que apenas se consegue respeito respeitando, é, dizia, comprometer seriamente o seu futuro das nossas crianças. É deixa-las crescer num mundo de competição e direitos, vendo-os depois, qual pinheiros agrupados, crescerem rapidamente, muito finos e quebradiços. Tão rápido chegam lá a cima como quebram à menor ventania.
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Apresentação do livro “Manual do Suicida”

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A razão da escrita