Tenho cada vez mais dificuldade em avaliar as acções dos humanos. Poderá a grandeza da tarefa ser medida em função exclusiva do mérito do agente? Poderá este agigantar-se apenas porque fez algo grandioso? Deverá julgar-se o agente pelo impacto que criou por via da acção que empreendeu? Onde está o valor, a bravura, o esforço?
Como será acolhida a promessa da fartura aos famintos? Que adesão terá a promessa de derrube dos poderosos perante os oprimidos? Que obstáculos encontrará o que incita a melhores condições de vida dos excluídos? Que valor terá o agente que impele os chaguentos a exigirem cura? Que quê a mais tem o pai que ama os filhos? Onde está a coragem do que trabalha e contribui? Que extraordinário há em mudar o mundo, quando este pede para ser mudado? Que glória há nos que dão aos que precisam?
Como separar o heroísmo do egoísmo?
Como separar o sacrifício do egoísmo?
Quem é afinal louco?
Quem é afinal valoroso?